NADAR CONTRA A CORRENTEZA

Parte-se do principio de que viver em si só é um desafio constante, do momento que se nasce iniciamos uma briga com um mundo pra continuar a crescer e se desenvolver levando em conta todas as doenças e dificuldades a que todo ser humano esta exposto.

É  inquestionável, no entanto, que o período mais difícil das nossas vidas é a fase adulta quando passamos a ser donos do nosso nariz, isto é, dono  das nossas escolhas sejam elas felizes ou sejam elas desgraças . Quem dera que todas as escolhas infelizes fossem aquelas passageiras que a dor de tê-las feito tivesse um período determinado pra acabar, podemos nesses casos pensar que por  pior que a situação se encontre em algum momento haverá um lampejo de salvação,  a escuridão vai clarear e o Sol voltará a nascer lindo, mas as escolhas infelizes  geralmente são aquelas que nos castigam por uma vida inteira e essa vida não é a de ninguém senão a nossa.

Nessa esfera  o caso mais comum e corriqueiro é a escolha errada da pessoa com quem passaremos toda a nossa vida e costumo sempre dizer que “para sempre” conforme os votos matrimoniais é muito tempo pra se viver ao lado de uma péssima escolha. Chega um dado momento que não só sofremos mas que passamos a fazer infeliz tudo à nossa volta, isso mesmo tudo porque a desilusão ultrapassa pessoas, passa ser também coisas, lugares, formas de fazer e de encarar a vida no todo . É nesse momento que começamos a nossa luta de nadar contra a correnteza, ou morremos afogados nos nossos problemas e desilusões ou nadamos contra toda a correnteza de problemas e insatisfação.

Essa correnteza implacável vem materializada na pessoa com quem dividimos nossa vida, são aqueles cônjuges que não sonham conosco e não lutam pelos mesmos interesses e objetivos que nós e mesmo estando juntos nos sentimos sós e estando juntos nos sentimos separados, incompreendidos e desamparados. Nessa hora nos resta senão fazer um balanço, um apanhado de tudo e descobrir qual foi a lacuna que deixamos aberta nas nossa escolhas que se transformaram nesse buraco negro de onde sai um Cérbero  que temos que enfrentar diariamente ao voltar e ao sair.

Nadar contra essa correnteza  e o que te manterá vivo.

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