O POETA

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“Antes mandava e recebia as garrafas em cartas do mar, mas as garrafas pararam de voltar…. Não tem cura…Um sintoma chamado saudade, uma doença chamada amor”

Descreve a mulher de dentro pra fora, a conquista de uma forma simples, porém, completa revira os sentimentos e depois a desacredita.

Tem o dom de escrever o que a indouta gostaria e depois esconde dela os manuscritos.

Faz textos diversos pra todo gosto, faz poemas e musicas dispensando partituras produz o que quer e depois dedica não exclusivamente, mas a todas elas.

O Poeta ultrapassa todas as fronteiras, invade lugares e abre portas antes nunca abertas, pula a janela, sapateia no jardim, depois limpa os pés no tapete e larga a porta escancarada como se não fosse o autor daquela conjuntura.

O Poeta finge ama-la e em seguida poetiza em nome de seu verdadeiro e único amor.

Se o ciclo se repete como é a lei da vida e se o poeta é não em todas, mas em sua maior plenitude a alma miserável de alguém que ama sozinho, então ele a fará sofrer.

Quando o poeta cria, sua obra se funde com sua personalidade e todos os seus sonhos, sejam eles dolorosos ou não.

O Poeta usa de metaforas, simbolos, alusões e no final deixa a mulher à deriva em sua música não resolvida, não programática, simplesmente absoluta entendível por ela mesma, cria texturas singulares.

O Poeta sempre a conquista porque sua existencia transcede a mera vida que eles possuem em comum apartadamente, o existir por existir, a completa e a transborda e em seguida a esvai, a despeja no Mar dando de comer aos tubarões.

O poeta refuta a própria poesia, os próprios escritos entram em dimensões contrárias na tentativa de uma pacificação.

Se o clássico é normativo, então o Poeta é Iluminista porque ele é autônomo engessado em fictícios preceitos.

Se Amadeus teve a personificação do A em sua vida, Amado ao nascer, Amado durante a vida, Amado na morte e Amado muito tempo após ela mesmo tendo sido jogado numa vala, então o Poeta terá a personificação da contrariedade e ficará jogado às ruelas em seu próprio território controvertido e ele não achará sua paz porque sua paz interior emana da mulher.

Mas o Poeta entende que seus simplórios textos só atingiram sua dimensão por causa da mulher, a dimensão da poesia……

Ele se torna pra ela sua coqueluche e ela se torna pra ele sua fonte de inspiração.

Mas uma coisa a Mulher nunca poderá ser, uma adolescente, isso não, os anos não voltam as curvas tomam outras grandezas seu sexo outra volúpia. O Poeta em seu disparate dentro de seu pequeno espaço tempo esqueceu sua prudência e magoou a mulher. A mágoa no coração dela cria uma revolução. Como ele será capaz de apaziguá-la?

Ela o ama totalmente e despenca na realidade do que são as suas vidas, parece aos olhos da mulher impossível que ela deixe-o sem que tenha irrompido entre ambos todo o amor que sentem um pelo outro.

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