AMAR EM LIBERDADE

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Amar em liberdade, talvez com mais liberdade da que já possuis, uma liberdade longe dos olhos, longe da boca e longe de tudo sem saber o que acontece a todo momento e todo dia.

Estar próximo apenas do que se permite estar ou saber…um amor sem paranoia por definição.

Sempre gostei dos amores à moda antiga onde se respira a pessoa amada e ela é seu confidente e seu mundo, amo como se fosses meu mundo… amo intensamente…

Os amores não são iguais, me surpreendi ao descobrir que além de maneiras de se amar há também as maneiras de se querer ser amado.

Gosto dos amores intensos em alguns momentos até sufocantes, aprendi a querer amor assim e sei porque, sei porque te olho com esses olhos, te admiro da forma que não aceitas, isso não soa natural  em seu mundo, mas porque será?

Me vejo tendo que aprender a amar diferente, amar em liberdade.

Desprender-se, deixar voar o pássaro que há  e que nunca conheceu o que é diferente disso.

Solidão é o que sinto por me faltar o chão que eu pisava, incertezas que pairam sobre minha mente quanto ao que ocorre em seu quando tão distante e tão diferente.

Não aprenderei amar assim, sinto que não saberei…

Sinto os dias a passar como uma brisa leve quase imperceptível e já se foi mais um dia , um dia tão pouco  de você.

Exigências de atenção que não ei de  fazer, tantas palavras que acabam não sendo ditas mas brotam na minha mente, correm para a ponta dos meus dedos , invadem o ar que respiro, causam um vendaval dentro de mim.

Por isso escrevo, mesmo que seja um verso, mesmo que seja um exercício ou mesmo que seja admirado por poucos, escrevo porque nesse mundo aqui posso amar do jeito que quero e tanto quanto eu quiser sem censuras.

Este império um mundo que eu criei a partir de ti, talvez porque sabia que no fundo amar-te seria uma questão também de permissão mas não aqui.

E ainda assim mesmo querendo-te tão bem e tão a meu lado sei que há uma vida à parte de ti, não preocupe-se não hei de arranca-te à força daí, hás de vim um dia e voltar sempre  por suas próprias necessidades, por mim.

As mesmas razões que te levam te trará de volta ao perceber que a  intensidade que o incomoda na verdade sempre foi a calmaria que nos resgatou dos dessabores de nossas vidas.

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