BLACK SWAN

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Esvair-se ou achar-se duas forças a brigar por dentro gêmeas na razão e na insensatez.
Nesse turbilhão de ciúmes, sentimentos intensos e de lágrimas, dois mundos querendo transpor ao outro e dominar.
Pode dois cisnes habitar o  mesmo corpo?  Duas aves iguais o duplo uma da outra que se amam loucamente mas que se ferem, qual cederá e permitirá ser guiada?
Não existe o mais dominante entre os dois, só existe o mais impulsivo do momento o que agirá mais loucamente e, portanto, selvagem.
Seja a minha voz, a minha razão, pois minha loucura já és desde  o início que te percebi guerreando dentro de mim .
És tão presente quanto distante e quando penso estar só comigo mesma meu duplo ressurge de algum lugar, me violenta, me zomba, me cospe, vira as costas e sai batendo a porta mas sei que estas aí em um canto qualquer a me observar e espero pelo momento ressurgirá para me amar ardentemente ou para ruir com minha sanidade e joga-la ao vento.
Qual a maneira correta de te amar em meio esse furacão que somos nós, é impossível não querer essa dor, impossível não querer você e negar que te amo eu não posso, não consigo lutar contra esse espelho de mim mesma.
Tantas dúvidas, tantos medos e nenhuma certeza que explique duas criaturas magníficas por fora que arranca atenção por onde passa e desvia os olhares envolvendo a todos, mas de temperamento espantoso, um mais desordeiro outro menos desordenado, a mesma coisa de forma diferente…

AFF, é você? Minha emoção ou razão? que falação! Cala a boca, para de falar, cala sua boca na minha, ponha-se a me beijar…

Me fundiu em você e agora?
que raiva, pirraça, ciúme, festa, nada.
Que chato, não consigo, me desgrudar, sair, de ti voar pra longe…
Mas também não quero, seria isso minha morte.

Que brigas provocas em mim,
Quando precisa falar, você cala,
quase me dando fim…

Não faça mais isso, sou em ti alegrias tristezas, és em mim, domínios, certezas.
Meu White Sawn, minha voz e paz,
Meu coração é elástico, não me perdes mais…

Ser prisioneiro em ti, não é escravidão,
É viver amor intenso, que transpõe dimensão.
Da distância, solidão, do medo, do silêncio, também não sei me explicar, quando me perguntas o que somos, como seremos ou o que fazer.

Te expulsar de mim, é simplesmente me aproximar mais, porque aprendo, o tempo me ensina, que não é e nem podemos nos afastar, somos dois em um, mesmo me matando de raivas, me ressuscitas com alegrias.

Agora me cale a boca, com um beijo…
dispense a tola razão, não tem boca meu coração, mas podes ouvi-lo, sentir, meu grito, meu medo, minha dor…

Cale me a boca com um beijo…
Me faças respirar seu ar,
me deixe preso em ti,
Vivendo de uma única resposta: Amor!

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