NUM MOMENTO

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Resume-se assim toda uma historia, resume-se num momento, quando me virei e percebi que você já seguia partindo antes que eu pudesse fechar a boca com palavras ainda dentro prontas pra sair.

Num momento era você comigo amigo, meu universo e noutro era o pranto que rolava dos meus olhos e se meu pranto falasse ele diria que o que fizeste não se faz a coração algum.

Não irei pedir pra ficar se o que desejas é partir então vai….e penso que essa sempre foi a sua sina, não vieste fazer morada em meu peito vieste como um forasteiro e da sua gente conheço apenas você; fostes roubado um dia te tiraram todo o bem que tinha de mais precioso em suas terras e com essa mesma mão que te roubaram você me roubou levou o meu bem maior “meu amor”….

Cruel como és aposto que o jogou sob as pedras e montanhas onde é seu lar ou afogaste ele em qualquer umas das minas por onde passou porque meus olhos só fazem transbordar  e é uma água amarga, sinto seu gosto escorrer por minha garganta e despejar-se copiosamente pelos meus olhos desde então.

Sua partida me dilacera então hei de guardar num baú muito bem fechado os momentos que foram bons, que foram únicos e cúmplices entre nós, já não há mais nada a dizer e não há meios de convencer a sua permanência todas as minhas palavras ditas você se recusa a ouvir e minhas ponderações se tornaram pra você como desculpas de uma boca que mente.

Essa noite quando o sono me pegou e meus olhos já cansados de chorar se fecharam sonhei que eras  qual árvore plantada no meu pomar e eras a minha predileta eu a me vislumbrar com sua sombra e acariciar suas folhas a dormir em seus pés noite após noite e eras minha morada constante, mas num momento em que me sentia o ser mais seguro em seus braços olhei atentamente e então árvore já não eras mais, vi a figura de um homem sentado à minha frente olhando com desdém para meus sentimentos me senti nua e desprotegida e te senti frágil, com os mesmos olhos que me condenava condenava também a si próprio sentado em uma cama num quarto estranho à meia luz ouvindo a chuva cair lá fora sem palavras, sem imaginação, sem amor  e sem ódio.

Nesse momento entendi que permanecer plantado ao meu lado jamais viverá, nem pra mim e nem pra ninguém porque é abrigo de si mesmo e de ninguém mais.

Me afoguei novamente a chorar sem saber se o salgado que senti na boca era a água da chuva ou minhas lágrimas.

Não sei porque se estavas me deixando, ao olhar pra você senti que nossa dor eram irmãs, a mesma dor que eu sinto é em nós dois um címbalo que retine em uníssono.

Será que te conheço? Eu me pergunto acho por um instante que nem você mesmo se conhece e nem me permitiu conhecer-te e talvez se me aproximei tanto de saber quem realmente és se apressou em me expulsar da sua vida.

Acordei e me sentei na cama ainda com os olhos marejados certa de que te amei e que te esquecer agora será uma nova jornada a trilhar,coisa que pretendo fazer sozinha e ao pensar assim me encho de uma coragem que simplesmente nem tenho mas que almejo, assegurar-me de que jamais darei meu coração novamente a alguém nessa vida.

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