RESPOSTAS

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Me ponho a cismar desde a hora em que acordo, querendo saber por onde andas.

Mas pra quê?

Me ponho a perscrutar pelos lugares onde sei que você poderia estar e não te encontro.

E me questiono pra quê se o que acho é que não queres ser encontrado?

Puxo a gaveta onde repousa o livro que me deste e ele gentilmente me responde de volta perfumando o ar com seu cheiro que ficou nele adormecido. E agradeço a ele tamanha gentileza embora sei que nem tudo que jaz escrito nessas páginas seria a tradução perfeita de seus dizeres  e sentimentos. Ainda assim agradeço a ele por me encantar e, às vezes, até me perfumar  por uma tarde inteira.

Me pego sonhando com momentos bons que  parecem já não ser pra você, mas que pra mim permanecem vivos como boas lembranças e saudades inesquecíveis…eternas.

E então com tantos sentimentos me pego por fim a escrever VOCÊ a detalhar em cada verso como és, ou como acho que és e sei que errada estou, são suposições do meu coração bobo que acredita ser sábio mas nunca foi.

Então me pergunto pra quê toda essa dedicação? Se ao final a verdade é que não serão meus olhos que se finalizarão nos seus e nem minha mão que encontrará conforto entre seus dedos, tampouco meus lábios que se concluirão nos seus num toque ardente, nem mesmo um abraço com cheiro de capuccino numa avenida qualquer.

Há muitas outras pessoas á sua volta, pessoas que significam muito e outras nem tanto mas ainda aquela que tem menor importância sempre terá um pedaço mais siginificativo que o meu, uma presença mais marcante que a minha porque a minha simplesmente não é.

Existir e não existir um duelo pungente.

Acharte ou não, será que posso?

Será que devo?

Queres ser encontrado?

Respostas que não tenho então o melhor é manter-me cá onde estou caminhando a passos constantes porque tornar-me seu algoz isso não quero nem pra mim e nem pra ti.

E se chove prefiro me confundir com as gotas da chuva que disputam a cair no meu rosto com as lágrimas.

E se as nuvens tornam-se cinzas esperarei que elas se retirem sozinhas, não há pressa a sorrir e não há por quem.

E se o cheiro que toma conta do ar é tão somente da minha saudade ignominiosa espararei ela se retirar.

À frente … bem à frente há dois sinuosos caminhos cada um me levará a um extremo. Por um deles eu vou.

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