OLIVEIRA

Tão bela com seu tronco retorcido pela vida, mas és forte não é tão fácil assim acabar com suas raízes.

Ardente… és apaixonada e inebria de amor cada ser que se recosta em sua sombra mas não pertence à ninguém.

Oliva o azeite escorre pelos seus lábios e é como óleo repousante a quem precisa de um consolo.

Quantas vezes matar-te eu quis  alguns galhos pelo menos, tirar de mim sentimentos que não sossega mas quando penso que venci tudo a chuva cai e as raízes brotam novamente porque elas são suficientemente profundas pra sobreviver às temperanças a que for desafiada.

Se chorou tratou de secar cada gota, se sofreu com cada palavra fria dita ou não dita por você tratou de escondê-las, se sorriu pôs nos seus galhos cada momento tão perto de seus olhos pra sempre se lembrar, se amou deixou brotar cada fruto desse bem azeitado, se ardeu guardou no fundo da alma pra si seus momentos.

O tempo passa e o amor permanece tenho longevidade todos bem o sabem, olho pros céus e agradeço por tudo pelo bem e pelo mal e procuro além muito além… além de mim e de ti o que aprendo de bom em tudo isso e motivos pra continuar; eu sempre acho e sempre acharei em qualquer tempo.

O desprezo camuflado não é tudo meu bem… não é….pode me cortar, pode me queimar e me esquecer mas eu surgirei sempre e brotarei a vida continua ; superarei cada “não” que me deu, pena de ti que não sabe refrescar-se na minha sombra e está sempre à procura do “mais” e que não sabe devolver de alguma forma a sombra que te dou.

Cada árvore nasce e vive de um jeito e cada andante que por ela passa reage também de uma forma peculiar, na sua maioria não há agradecimentos pela brisa proporcionada  e nem pelo aconchego que encontrou no seu caule, uma vez a cada 100 anos alguém a observa e a vê de verdade e reflete sobre suas benfeitorias  talvez até se dedique a cultivá-la e cuidar dela e queira ficar, mas em sua maioria não, a deixa só por longos períodos.  A oliveira chora … chora cada partida, não pelos que não a notaram mas pelos que ficaram um pouco e ela se afeiçoou; nessas afeições um deles foi mais e hoje olho ao horizonte e não consigo enxergar se quer as pegadas que marcou no chão por onde andou, costumavas deixar pegadas e rastros pra eu seguir com os olhos e hoje nem isso.

Respostas breves, demoradas ,frias  e quando mais a ausência e pronto.

A Oliveira qual  árvore que é permanece plantada no chão no mesmo lugar, sob o mesmo céu, sob o mesmo Sol,  hora cortada , hora mais viva que um ser de asas talvez um dia ela crie mesmo asas e voe pra bem longe de tudo e de todos e quando passares novamente pelo meu caminho encontres onde eu habitava apenas a cratera no solo fundo e se lembre que essa Oliveira que tanto te amou um dia partiu.

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