PÉTALAS

E as pétalas caem…

E as folhas caem…terra de siena…

O frio cai lentamente….

A tarde se vai e a noite entra tirânica e de forma alguma vazia… a minha mente revive várias imagens.

Os barulhos dos pneus no asfalto a sirene do trem, o frio invadindo o rosto assim como a ausência me invade.

As cordas se cortam, mas há ainda sentimentos a partir.

É difícil desatar laços feitos em verdade… Verdades apenas minha, eles eram inquebrantáveis eu acreditei que poderiam ser, é doloroso desfazê-los cada dor é única.

Sinto um desassossego nascer dentro de mim e a adrenalina toma conta do meu corpo por isso corro e não sinto minhas pernas; eu poderia correr a noite toda e só saberia que meu corpo esta se exaurindo porque o suor ultrapassa minhas sobrancelhas e caem nos meus olhos fazendo-os arder então eu paro.

Achei que amanha poderia ser tudo diferente, mas sinto cada coisa e cada sentimento exatamente igual, parece-me que não estou em mim e tudo acontece a passos lentos.

Não consigo atender  a nenhuma voz que me chama é preciso que cada um me toque pra que consiga minha atenção eu não deixo ninguém entrar no meu secreto.

Sem amigos eu poderia falar ao ouvido de qualquer estranho, mas que ousasse saber de mim, afinal de contas quem da ouvidos aos sentimentos alheios…?

Não quero ouvir conselhos e nem palavras de amparo, ainda prefiro acordar desse sonho e passar por todas as desilusões  de olhos bem abertos pra me lembrar de não voltar nesse devaneio jamais.

Percebo que tudo cai, sentimentos caem.. amores caem.. palavras caem…pétalas caem… nada consegue se manter de pé tempo suficiente pra se fazer inabalável.

As amizades mais doces que algum dia foram tão importantes, desgastadas pelo tempo vão-se por terra como tudo nessa vida.

Me apego a coisas que ainda fazem sentido  pra mim  e procuro me achar nelas;  me sinto uma estranha mesmo junto aos meus iguais, um sentimento de singularidade que adoraria não experimentar nesse momento.

Sinto que vou sendo em ti aquela chuva fininha que cai no final da tarde a incomodar-te mas que de forma alguma há de lhe tirar dos seus que fazeres,   bates com a mão  no ombro e ela cai por terra , se vai deixando  marcas breves sobre sua roupa sob sua têmpora e se esvai.

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