A AREIA DA AMPULHETA

Aos poucos ela foge como você …  a areia da ampulheta…

Eu sofri calada por  cada grão que se jogou abaixo desesperadamente e quando percebo toda a areia que estava em cima  ela já não é, como você também já não é e não está comigo.

É lento.. é visceral porque esquecer-te ainda não pude …

Lembranças suas agora dormem dia sim dia não, mas no momento que se faz presente é dor latente a disfarçar-se em sorrisos.

Dores que cortam feito adagas, sinto que uma mão trespassa meu ventre e me torce por dentro as entranhas cada vez que me volta a mente tua imagem acompanhada e adoeço, só que não há remédio que cure essa dor.

Você jamais saberá o quanto te amei e quando dizes que um amor como o meu é impossível, “meu bem” não provou o amor… pobre de ti.

Não serei eu a te explicar os porquês e as certezas que trago comigo,  hás de viver em suas dúvidas ou suas certezas foi o que escolheu sem me perguntar o que eu queria nisso tudo.

O meu amor não precisa da sua aprovação, nem tampouco preciso”EU”,já não me importa mais o que pensas o que queres a cerca dos meus sentimentos que só pertencem a mim.

Você me desprendeu de ti sem ressalvas e  autônoma me tornei nesse dia, hoje o que faço com minha vida sei que já não te importa mais, se vou ou se fico, se sigo ou retrocedo.

Empurro emoções e sentimentos em erupção dia após dia sozinha eles pesam mas eu os tranco um a um dentro do peito sei que posso, sei que estou me matando mas o que se há de fazer…

Você foi tudo pra mim, não fui sequer real pra você e as  lembranças…. ainda não as guardei  no baú, deixo-as livres em minha mente sob suas próprias vontades de quando vir e quando ir é assim que deve ser.

Poderia gritar que te amo, e quem me ouviria nesse mundo de ninguém em que fiquei, abriste uma cratera em meu peito e me deixou lá sozinha delirando.

Nem mesmo você daria ouvido como nunca deu tantas vezes que quis lhe amar.

Sentada aqui observo a ampulheta que lhe comprei e não tive oportunidade de entregar ela é linda como fantasiei em meu sonho uma vez, ela vive a preencher e esvaziar apenas o meu dia esse não era o propósito que determinei quando a adquiri, mas ela ficou aqui parada nesse interstício de tempo como eu.

As vezes sorrio lembrando tudo que se passou, ás vezes me entristeço de uma forma descomunal e ninguém consegue me tirar de lá apenas você poderia, mas sei que não ousas fazer por não querer-me mais tão assim na sua vida e por isso me calo.

 

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