O NÁUGRAFO POETA

“Antes mandava e recebia as garrafas em cartas do mar, mas as garrafas pararam de voltar…”

Ousou então o náufrago a ilha abandonar.

Nessa maré que ia e vinha e ele sempre a olhar…

Um belo dia foi levado, ele entrou no mar.

Não se lembrou da sereia que naquela ilha morava

A sereia que por ele sorria, a sereia que só a ele amava.

Levou com ele seu coração, levou sua vida, levou seus desejos

Deve tê-los todos atirados ao mar, que os tragou em festejo.

A sereia ficou na areia, sentada a delirar

Restou areia, restou água, restou ela a chorar.

Dia e noite ela procura pelo náufrago que ali vivia

Não conforma o coração, vive a dor…vive um amor que não devia.

Ela recusa sorrir , ela recusa enxergar

Que o náufrago que ali habitou um dia a iria deixar.

Ela coleciona lembranças de um amor que foi ardente

Poderia tê-lo deixado por vezes… mas o amava loucamente.

“Onde será que anda ele envolto nessa maré?”

Volta poeta..

Dou-te tempo de Sereia

Dou-te tempo de mulher…

Dou-te tempo pra enxerga-res que esse amor proibido

Entre homem e sereia dois mundos tão distintos

Duas vidas separadas pelo tempo e a circunstância

Se quiseres pode mudar, acabe com essa distância.

Volta pra minha vida, volte pros braços meus

Esse sentimento ainda que negues, por ambos aconteceu

Eu deixarei de lado essa dor, que o até o mar enrubesceu

E saberei que valeu a pena esperar se nunca mais me disseres Adeus.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s