O SONHO – POR TRÁS DA JANELA

Essa noite te vi nos meus sonhos,fazia já algum tempo que não me permitia sonhar com você,

Então me perguntou como foi que você ultrapassou as barreiras e entrou em meus sonhos?

 

Caminhávamos por um bairro qualquer em um dia de sol  lado a lado

A conversar sobre coisas banais sobre o sol daquele dia tão cotidiano e surpreso pra ambos

A conversar pelo olhar sobre coisas nossas , sem dizer uma palavra um ao outro

Mas as palavras gritavam mesmo assim em silencio…

 

Você tentou pegar na minha mão por diversas vezes , mas eu não deixei simplesmente fingi não ver,

Tentou chamar minha atenção de uma forma diferente mas eu dissimulei todas as suas  tentativas .

Fingi o tanto que pude que não entendia a nenhum dos seus  sinais.

 

Penso que se querias ficar, porque partiu?

Porque abriu mão de mim assim tão resolutamente?

Se partiu não volte mais desapareça  em seu caminhos em suas buscas.

 

Se sentes falta dos passeios no fim de tarde, das conversar ou da amizade…esqueça.

Não sou mais a mesma que a quem você virou as costas naquele dia.

 

Entrei e fechei a porta atrás de mim,

Não dei tempo de pedires pra ficar e nem de pedir absolutamente nada

Não olhei pra trás pra porta que bati  ás costas.

E não me importa nada , sinto que não tenho dívidas alguma com você.

 

Passei em frente a janela do meu quarto e vi seu rosto nítido do lado de fora,

Refletindo em todas as vidraças e olhando-me diretamente nos olhos,

Meu coração acelerou e senti vontade de chorar,

Vontade de te bater e vontade de te beijar.

 

Nesse momento de confusão já não soube se me encontrava dentro ou fora da casa

Dentro ou fora de mim mesma…um rapto de emoções…

 

Peguei as cortinas que achei e comecei desesperadamente a cobrir a janela

Cortinas azuis em tons escuros ….cortinas claras com borboletas azuis…

Mas cada vez que eu cobria a janela as cortinas pediam e caiam uma a uma no chão …

Eu sem entender o porque ….elas não se permitiam cobrir seu rosto pela vidraça da janela.

 

Cada vez que as cortinas caiam lá estava você olhando calmamente pra mim

Como se entendesse meu desespero  e fizesse parte dele

Como se fosse cúmplice de uma loucura.

Olhando o meu reflexo , o meu interior…que loucamente tentava se esconder de você.

 

Acordei …..nessa turbulência e inquietação louca tentando fugir de um sonho que já tinha se dissipado.

Em minha mente seu olhar brando de condolência,

Assistindo meu desespero pro trás da janela onde o espetáculo era eu

Você me observava e eu achando que observava você.

De lá de dentro presa eu era a mais exposta figura do desespero infantil de um amor vazio.

QUIMERA

A brisa que passa e sussurra…

Verdades que eu quis ofuscar …

Mais fácil seria lhe ter mesmo ausente…

Melhor ainda, seria não lhe amar…

 

Mas o que fui pra você? Eu me pergunto

E a brisa retorna no meu ouvido a soprar,

Quimera … fantasia, reflexo…

Cenário que ele não ousou sequer se doar.

 

Miragem de um sonho breve que passou

Mal que ele dispensou pelo caminho

Deixada à beira da estrada como natureza morta.

Deixada como nada em desalinho.

 

Enquanto me foi alguém eu lhe fui muito mais, a todo o momento

Mas ao final você tornou-se qual frente fria uma nevasca, azul do próprio gelo glacial

A não se importar com as lágrimas que caiam feito tempestade… torrencial.

Hoje esse passado contristado

De alguém que um dia foi tanto e tão querido

Paira em minha mente sua imagem embotada de um amor ressequido.

 

 

O NÁUGRAFO POETA

“Antes mandava e recebia as garrafas em cartas do mar, mas as garrafas pararam de voltar…”

Ousou então o náufrago a ilha abandonar.

Nessa maré que ia e vinha e ele sempre a olhar…

Um belo dia foi levado, ele entrou no mar.

Não se lembrou da sereia que naquela ilha morava

A sereia que por ele sorria, a sereia que só a ele amava.

Levou com ele seu coração, levou sua vida, levou seus desejos

Deve tê-los todos atirados ao mar, que os tragou em festejo.

A sereia ficou na areia, sentada a delirar

Restou areia, restou água, restou ela a chorar.

Dia e noite ela procura pelo náufrago que ali vivia

Não conforma o coração, vive a dor…vive um amor que não devia.

Ela recusa sorrir , ela recusa enxergar

Que o náufrago que ali habitou um dia a iria deixar.

Ela coleciona lembranças de um amor que foi ardente

Poderia tê-lo deixado por vezes… mas o amava loucamente.

“Onde será que anda ele envolto nessa maré?”

Volta poeta..

Dou-te tempo de Sereia

Dou-te tempo de mulher…

Dou-te tempo pra enxerga-res que esse amor proibido

Entre homem e sereia dois mundos tão distintos

Duas vidas separadas pelo tempo e a circunstância

Se quiseres pode mudar, acabe com essa distância.

Volta pra minha vida, volte pros braços meus

Esse sentimento ainda que negues, por ambos aconteceu

Eu deixarei de lado essa dor, que o até o mar enrubesceu

E saberei que valeu a pena esperar se nunca mais me disseres Adeus.

CRISTALIZADO

O chão que fugiu aos meus pés no momento da partida.

É o mesmo chão que até hoje ainda sinto me faltar.

Seu coração determinado a por um fim em nossa historia

O meu destinado a morrer eternamente … desatinar.

 Quando achei que já bastava pra meu peito sofrido

Feres-me os olhos sua imagem envolvida em braçadas de um amor admitido.

Amor que se declara abertamente ao mundo envaidecido _ “Quão bom somos nós dois”.

Senti-me nesse momento desvanecida como se meu corpo expulsasse ás forças o coração.

Senti meu ventre arder em brasa , queimar a têmpora , o meu corpo em combustão.

Não pode ser , como ele pode ? Pensei eu desacreditada sobre essa atitude mesquinha indelicada.

Desprovida de respeito pelos meus sentimentos, acaso não sabes que me deixaste doente?

Preferiria eu ver  o Sol em partida, a Lua dissolvida, a Terra engolida a ver-te nos braços de outro alguém.

Momentos assim nos recobram o pensar, nos param no tempo me fez desabar.

Eu que vivi tantas coisas por ti, hoje ao lhe ver me ponho dormente, não sei se rio por ti , não sei se choro, não sei se me mostro valente.

A dor que carrego no peito não sai , saudade que de mim é companheira infinita.

Por onde anda você que me foi tão tudo… tão tudo que me levaste a vida.

Um dia te fui importante e se nesse  amor houvesse verdade, estaria ainda a meu lado mesmo distante não me matarias de saudade.

Hoje não sei descrever o que sou pra ti , um sentimento alegre ou uma lembrança doída, sentimentos agonizantes, sentimentos de partida.

Passo meus dias a procurar um sentindo diário, pra continuar, pra prosseguir nesse calvário.

Poderia lhe dizer que te amo mas … não mereces , meu peito finge, meu peito engana meu peito padece.

Eu sorrio pro mundo, mas aqui o gelo impera absoluto, eu choro , reclamo, peço a Deus forças …eu luto.

Tudo que eu queria era ser dona do seu amor , era que você me quisesse com desejo sincero .

Mas vejo em seus olhos a distância, em seus lábios nada mais que redundâncias a me fazer entender à força, que não me queres e isso é o mesmo que tolher meu viver.

Se nada mais já te importa, se ao me olhar já não me vês, se minha vida já não te interessa ou que faço e meus por quês

Fecharei todas as grades onde ficam o coração, recolherei todas as folhas despencadas pelo chão

Secarei as minhas lágrimas que a seu  amor confiou, o choro que hoje choro de te esperar Cristalizou…

A AREIA DA AMPULHETA

Aos poucos ela foge como você …  a areia da ampulheta…

Eu sofri calada por  cada grão que se jogou abaixo desesperadamente e quando percebo toda a areia que estava em cima  ela já não é, como você também já não é e não está comigo.

É lento.. é visceral porque esquecer-te ainda não pude …

Lembranças suas agora dormem dia sim dia não, mas no momento que se faz presente é dor latente a disfarçar-se em sorrisos.

Dores que cortam feito adagas, sinto que uma mão trespassa meu ventre e me torce por dentro as entranhas cada vez que me volta a mente tua imagem acompanhada e adoeço, só que não há remédio que cure essa dor.

Você jamais saberá o quanto te amei e quando dizes que um amor como o meu é impossível, “meu bem” não provou o amor… pobre de ti.

Não serei eu a te explicar os porquês e as certezas que trago comigo,  hás de viver em suas dúvidas ou suas certezas foi o que escolheu sem me perguntar o que eu queria nisso tudo.

O meu amor não precisa da sua aprovação, nem tampouco preciso”EU”,já não me importa mais o que pensas o que queres a cerca dos meus sentimentos que só pertencem a mim.

Você me desprendeu de ti sem ressalvas e  autônoma me tornei nesse dia, hoje o que faço com minha vida sei que já não te importa mais, se vou ou se fico, se sigo ou retrocedo.

Empurro emoções e sentimentos em erupção dia após dia sozinha eles pesam mas eu os tranco um a um dentro do peito sei que posso, sei que estou me matando mas o que se há de fazer…

Você foi tudo pra mim, não fui sequer real pra você e as  lembranças…. ainda não as guardei  no baú, deixo-as livres em minha mente sob suas próprias vontades de quando vir e quando ir é assim que deve ser.

Poderia gritar que te amo, e quem me ouviria nesse mundo de ninguém em que fiquei, abriste uma cratera em meu peito e me deixou lá sozinha delirando.

Nem mesmo você daria ouvido como nunca deu tantas vezes que quis lhe amar.

Sentada aqui observo a ampulheta que lhe comprei e não tive oportunidade de entregar ela é linda como fantasiei em meu sonho uma vez, ela vive a preencher e esvaziar apenas o meu dia esse não era o propósito que determinei quando a adquiri, mas ela ficou aqui parada nesse interstício de tempo como eu.

As vezes sorrio lembrando tudo que se passou, ás vezes me entristeço de uma forma descomunal e ninguém consegue me tirar de lá apenas você poderia, mas sei que não ousas fazer por não querer-me mais tão assim na sua vida e por isso me calo.

 

FRAGMENTOS DE MOMENTOS

Não sentir

Não amar

Não querer

Não chorar

Não estar

Não se importar

Coisas que eu queria mas que não posso porque ainda te amo…

E a cada passo que dou olho pros lados procurando você, disfarçadamente nas ruas procuro nos rostos estranhos por você.

Procuro pelos perfumes que são o cheiro que me lembram você.

Foi ontem que eu podia te amar sem ressalvas e hoje só posso imaginar-te de longe, foi ontem que me foi tirado tudo o que eu conquistei um pouco a cada dia.

Odeio-te porque me feriu, tomou meus sentimentos e os lançou fora por aí  como se não significasse nada.

Odeio-me por ter me permitido amar você ou se quer olhar pra você, me odeio por permitir que você me  conhecesse um dia.

Quero chorar infinitamente se eu tiver certeza que essa dor vai embora.

Quero rasgar as palavras bem alto e expulsar de mim qualquer pedaço de você….

Quero esquecer o dia que eu te notei em meio a uma multidão de outros alguéns, eu poderia nunca ter lhe enxergado eu poderia ter lhe tratado como tantos outros quaisquer…

Agora não há remédio e não há palavras que expliquem esse sentir que me corrói por dentro, essa vontade que tenho de arrancar meu coração com as mãos porque não quero mais sentir e nem saber o que é ficar sem você.

Eu te amei… pouco tempo depois de lhe ver e sabia que ia doer, sabia muito mais que você não acreditaria nunca nisso tudo.

Eu sabia de tantas outras coisas mas eu me abandonei, naufraguei nesse oceano de desilusão.

Você ingrato não sabe das minhas dores, dos meus dissabores e eu já pouco sei como mentir todos os dias pra você

Hoje me procuro no espelho, nos meus dias e dentro de mim mesma mas só encontro pedaços espalhados de você, fragmentos de momentos que não permitir partir que mesmo sem querer eu agarro firmemente até sufocar porque essa é a única maneira que encontrei de te encontrar …

#SAUDADE#

Saudade muda…

Saudade surda…

Sentimento retraído aprisionado…

Saudade que vê… Vê nas sombras os passos seus.

Tateando no teclado escondido de mim mesma a procurar pelas pistas que você me deixou …

Saudade tácita que me torna tão oculta que ninguém é capaz de discernir em mim que por dentro sou feita puramente de saudade de você.

Tempos bons relembro o aconchego que era pra minha ‘alma a sua voz … Você.

Meu coração pulsa quando você aparece, mas finjo que não…

Viro a página nesse instante pra colocar-te o mais distante possível, do contrário eu trairia a mim mesma ao dizer-te abertamente a falta que me fazes.

Convenço-me de que não preciso mais de você… mentira, ainda o procuro muito e em vão.

Meu coração desfolha mais uma lasca cada vez que me apresentas como “amigo estou aqui”.

Olho-me no espelho e me vejo em vários fragmentos, alguns já ausentes nessa imagem nítida de um alguém ignorado.

Quem dera minha saudade tivesse asas pra sair por aí sem pressa de voltar e quando voltasse ao invés de achar-me acharia um lugar vazio de alguém que se cansou da ausência e se fartou de esperar.

Nunca fui tão amiga da saudade ela procura por mim todos os dias, se enrosca em mim feito um bichano carente de atenção e eu…  eu não resisto passo horas a acaricia-la.

Volto a recordar momentos que foram bons e ruins tudo é recordação tudo que vinha de nós, sedutor ou angustiante eram nossos aqueles momentos.

Quero trancar a porta e jogar a chave, deixar minha saudade chorar sozinha presa numa torre onde não será ouvida por ninguém, mas em um momento de descuido ela ressurge estampada em mim…

Dou-me conta de que não posso separar a mim de mim mesma e os meus sentimentos, essa sou EU discreta, distante, intensa, pulsante e voraz a viver com a saudade garrada em mim.

PÉTALAS

E as pétalas caem…

E as folhas caem…terra de siena…

O frio cai lentamente….

A tarde se vai e a noite entra tirânica e de forma alguma vazia… a minha mente revive várias imagens.

Os barulhos dos pneus no asfalto a sirene do trem, o frio invadindo o rosto assim como a ausência me invade.

As cordas se cortam, mas há ainda sentimentos a partir.

É difícil desatar laços feitos em verdade… Verdades apenas minha, eles eram inquebrantáveis eu acreditei que poderiam ser, é doloroso desfazê-los cada dor é única.

Sinto um desassossego nascer dentro de mim e a adrenalina toma conta do meu corpo por isso corro e não sinto minhas pernas; eu poderia correr a noite toda e só saberia que meu corpo esta se exaurindo porque o suor ultrapassa minhas sobrancelhas e caem nos meus olhos fazendo-os arder então eu paro.

Achei que amanha poderia ser tudo diferente, mas sinto cada coisa e cada sentimento exatamente igual, parece-me que não estou em mim e tudo acontece a passos lentos.

Não consigo atender  a nenhuma voz que me chama é preciso que cada um me toque pra que consiga minha atenção eu não deixo ninguém entrar no meu secreto.

Sem amigos eu poderia falar ao ouvido de qualquer estranho, mas que ousasse saber de mim, afinal de contas quem da ouvidos aos sentimentos alheios…?

Não quero ouvir conselhos e nem palavras de amparo, ainda prefiro acordar desse sonho e passar por todas as desilusões  de olhos bem abertos pra me lembrar de não voltar nesse devaneio jamais.

Percebo que tudo cai, sentimentos caem.. amores caem.. palavras caem…pétalas caem… nada consegue se manter de pé tempo suficiente pra se fazer inabalável.

As amizades mais doces que algum dia foram tão importantes, desgastadas pelo tempo vão-se por terra como tudo nessa vida.

Me apego a coisas que ainda fazem sentido  pra mim  e procuro me achar nelas;  me sinto uma estranha mesmo junto aos meus iguais, um sentimento de singularidade que adoraria não experimentar nesse momento.

Sinto que vou sendo em ti aquela chuva fininha que cai no final da tarde a incomodar-te mas que de forma alguma há de lhe tirar dos seus que fazeres,   bates com a mão  no ombro e ela cai por terra , se vai deixando  marcas breves sobre sua roupa sob sua têmpora e se esvai.

HOJE EU SÓ QUERO

 

Hoje eu só quero caminhar sem pretensão de nada, com passos leves e sem pressa.

Hoje eu quero sentir o vento no rosto esperando que seja a brisa desse Outono que não chega que não vem.

Hoje quero me lembrar de uma canção triste que passou e ouvir uma musica nova no rádio pela perspectiva de qualquer um.

Hoje eu quero sentar e ler ansiosa como sempre aquele livro que acabei de comprar enquanto minhas gatas se deitam aos meus pés e dormem tranquilamente, esquecer a hora e esquecer de tudo.

Hoje quero correr como se estivesse deixando pra trás o que já devia ter passado a muito tempo e tirar de mim esse sentir.

Hoje eu quero sorrir como sorria há anos atrás, sorrir de verdade, dar gargalhadas do nada e da piada mais besta sobre moléculas…

Hoje quero ir ao cinema e assistir aquele filme com par romântico que nos deixa apaixonado pela vida que nos deixa o gosto do romance na boca.

Hoje eu quero tomar uma sopa quente, deitar no sofá e conversar sobre historias antigas com minha mãe. Saudades do meu pai….

Hoje preferiria não ser tão eu mesma mergulhada em meus pensamentos e de porta fechada.

Hoje eu gostaria de dançar porque dançar liberta …. mesmo sem par.

Hoje eu quero por meu melhor sapato e meu melhor vestido e por do lado minha melhor bolsa e celebrar a vida porque ela existe mesmo que seja no final de uma sexta-feira exaustiva.

Hoje quero esquecer as raivas que já passei, os chutes e rasteiras que já levei e as portas que já fecharam na minha cara porque todo mundo tem seu dia de otário e eu também tive os meus tantos.

Hoje eu quero limpar a minha roupa daquela chuva amarga que caiu inesperadamente ou talvez nem tão inesperada assim e esperar o vento secar e levar cuidadosamente cada gota pra muito longe.

Hoje quero ver no passado a lembranças que devem permanecer lá, o que aconteceu ontem já virou passado.

Hoje não quero saber os porquês, nao quero explicações e nem sermões me poupe das lições de moral hipócritas a vida deve ser muito mais leve que isso.

Hoje vou me dar a  chance de ser amiga de quem se importa comigo de verdade e demonstra .. pode ser um gato novo, um pássaro ou uma planta qualquer.

Hoje eu só quero esquecer.